quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Futebol De Santa Maria

   Comecando pelo glorioso Riograndense um pouco de sua história deste clube que completará 100 anos em 2012, uma tradicao de Santa Maria com a forca ferroviária da cidade

  Nos trilhos da história, este era mais um ícone do progresso e do desenvolvimento sócio-cultural e econômico gerado pela força ferroviária de nossa cidade. Em conjunto com a Casa de Saúde, o Colégio de Artes e Ofícios, a Vila Belga, a Cooperativa, a Associação e muitas outras instituições, o RFC é mais um orgulho do apogeu da Viação Férrea em Santa Maria. Não era por acaso que a Avenida que nascia junto a Estação Ferroviária de Santa Maria chamava-se, na época, de Av. Progresso, pois o progresso da cidade nascia ali. E dali nasceu também o Riograndense Futebol Clube, o mais vitorioso, carismático e autêntico clube de futebol de Santa Maria.

   O clube da Rua Pedro Gauer, como assim era chamado, era o destino de amigos e famílias ávidas de um lazer de fim de semana, assim como era fonte extra de sobrevivência para alguns ferroviários que entravam em campo com as cores esmeraldinas.Dentre alguns de seus inúmeros feitos e façanhas, destacamos a melhor campanha do clube no certame gaúcho no distante 1921, quando o Riograndense, após vencer os rivais regionais de Cachoeira do Sul, Cruz Alta e Tupanciretã, chegou perto do título de campeão estadual daquele ano. As finais foram disputadas em quadrangular realizado na antiga Baixada do Moinhos de Vento, campo do Grêmio FBPA, que deixaram os ferroviários a apenas um ponto do time da capital, que se tornava campeão pela primeira vez. Destacamos, ainda, a conquista da Segunda Divisão, em 1978, que valeu a ultima participação do clube na primeira divisão no ano seguinte.A partir da década de 80, com a "consolidação do desmantelamento" do transporte ferroviário no Brasil e o reflexo direto deste setor em nossa cidade, O RFC perdia a força de sua principal estrutura social, gerando, com isso, graves consequências aos destinos do Periquito.
  No entanto, após alguns anos de convalescença o RFC toma novamente fôlego e volta aos trilhos da história, com a força, a diligência e a paixão das pessoas que reconhecem o grande potencial de torcedores e colaboradores deste Clube, dispostos a restabelecer a força da máquina ferroviária dos gramados e a ressurgir a chama esmeraldina nos estádios do Rio Grande do Sul.
  A diretoria do Riograndense Futebol Clube, a partir desta iniciativa e em conjunto com a dedicação e a participação de seus futuros colaboradores, dá início a uma nova fase na história do clube mais querido da cidade. E assim estaremos novamente seguindo os trilhos da história, pois o futuro é hoje e nos espera nas estações das grandes conquistas esmeraldinas.

Em oposicao ao time ferroviário nasceu o SPORT CLUBE INTERNACIONAL DE SANTA MARIA, fundado em 1928 criando assim a rivalidade RIO- NAL na cidade.

   Fundado em 16 de maio de 1928, o Esporte Clube Internacional nasceu como resultado de várias reuniões no extinto Café Guarany entre um grupo de jovens que praticavam o foot-ball. A primeira diretoria, segundo jornais da época era composta por Carlos Peixoto (Presidente Honorário), Romano Franco (Presidente Efetivo), Antonio Lozza (Vice-Presidente), Marcino Castilho (1º Secretário), José Sfredo Sobrinho (2º Secretário), Luiz Cechella (1º Tesoureiro), José B. Lozza (2º Tesoureiro), Francisco Callage (Orador), Victorino Pereira da Silva (Capitão Geral), Miguel Pereira Gomes, Raphael Voto, Cícero M. Fontoura, Olavo Castagna, Paulo Domingues, José Carlos Almeida, Pedro Mothcy, João Fernandes e Santos da Silva Gomes.Segundo Nelson Gündel, ex-dirigente e ex-jogador, por sugestão de Érico Weber – um dos fundadores – o clube nasceu com as cores da bandeira alemã – preto, amarelo e vermelho. Com os primeiros sinais da Segunda Guerra Mundial, pressentindo problemas pelas movimentações alemãs, o próprio Érico sugeriu ao então presidente Antonio Lozza que o preto e o amarelo fossem substituídos pelo branco. Dessa forma, o clube assumiu as cores defendidas até hoje. Sobre o nome, Gündel diz que a opção por Internacional se deve à sugestão de Victorino Pereira da Silva, que, à época, almejava fundar um clube que superasse os ferroviários do Riograndense Futebol Clube – o mais forte da cidade até então. Como parte desta aspiração optou por um nome de maior abrangência – Internacional.

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