Como não lembra, estão vivas na minha memória a primeira vez que adentrei em um campo de futebol e a estréia não poderia ser com melhor estilo de segunda divisão, com todos os elementos tipos de uma guerra dentro das 4 linhas e fora dela, o certame disputado no ano de 1999, estádio presidente Vargas, este era nome dado ao local destinado para uma batalha da qual foi.
Apesar de gostar futebol nunca tinha ido ao estádio era um sonho digamos, meu tio me levou apesar de não gostar muito, de tanto eu insistir fomos todos naquela noite fria de quarta feira para acompanhar Inter – SM x Caxias. Recordo-me quando passei pelo portão um com a sua cor vermelha desbotada e seu concreto esburacado, aonde havia homens da lei esbravejando, aonde tinha torcedores exaltados, aonde tinham cerveja barata (hoje é sem álcool e cara), mais após passar por tudo isso nem que nada me viesse chamar a minha atenção, quando Lá de cima das arquibancadas cimentadas do presidente Vargas, que nome sugestivo para denominar uma campo, Vargas um lutador na época das revoluções, que atravessou a querência em cima de seu cavalo demonstrando raça e valentia tudo o que precisa para vencer na segundona.Passando por isso tudo me direcionei para assistir o jogo, fiquei de frente à linha da grande área perto da baliza dos quartéis, nada melhor do que ficar na linha da grande área, vendo o balé de zagueiros com centroavantes. No decorrer do jogo já ia descobrindo o que era ser torcedor de time de segunda divisão, reclamar e pressionar tudo e a todos que estiverem por ali e que possam ameaçar a vitória do time local. Foi que então passando dos 24 minutos da etapa final as rádios sintonizadas que eu ouvia ao meu redor anunciaram que o centroavante Adão (ele mesmo) aproveitou a bobeira da zaga e levou a bola para o seu merecido lugar: o fundo das redes.
Pronto foi o motivo para o estopim dentro do gramado a batalha ficou exposta só faltou lanças e armas, mais os guerreiros estavam preparados para ela, não sabia que ocorria isso tudo em uma estádio de futebol fique deslumbrando com os guerreiros devendo as cores de seus time, os capitães com cara amarradas pronto para desferir um golpe no seu adversário. Após 10 minutos de paralisação o jogo retorna até então tudo normal a bola no seu devido lugar todos apostos, algo havia de errado naquela quarta feira fria aonde o time local não poderia perde e deixa escapar a chance de derrubar sangue e conquistar a batalha chamada segunda divisão, a pressão da torcida foi imensa, gigantesca do tamanho da votando dos 9 homens que ali estavam tentando um empate, mais o torcedor sabia que ao passar do tempo o seu time não tinha mais forças para lutar em campo foi que a razão deu lugar para emoção brigas generalizadas por todos os setores perto mim, longe de mim, por tudo! A bola parou novamente, o tempo parou, eram jogados 39 minutos do segundo tempo, a torcida entrou em choque querendo invadir o campo não sei para o que, quem sabe fazer o tão sonhado gol de empate, motivos suficiente para os homens de farda agirem e como se fosse um passo de mágica avistei um destes vindo conter o descontrole que abatia os torcedores em minha volta e como se fosse uma verdadeira batalha desferiu uma bomba em minha direção na intenção de acalmar os ânimos dos torcedores, mais apenas fez com que aumentassem a fúria de deles, em um piscar de vi em meio de um descontrole de um típico jog o de segunda divisão ao torcedores se tomaram guerreiros enfrentando policias que pediam reforços, não sei como mais avistei o meu tio que logo e nos tirou daquela guerra que se estabelecia em função da dramaticidade do jogo, no caminho de volta para casa após este jogo, se podemos chamar de jogo aonde eu nem sei o placar ao certo, pude conferi verdadeira batalha que és a segunda divisão.


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