Yodefútbol: Como foi jogar profissionalmente?
José Anderson ( Mano): Iniciei nas categorias de base do extinto
Internacional de São Borja. Depois fui, já como profissional, contratado pelo
Inter de Porto Alegre no final de 1983.
Yodefútbol: Como foi jogar ao lado do Dunga no
Internacional de Porto Alegre?
M: Dunga era juvenil na época. Dei muita força
quando ele subiu para os profissionais. Na época ele já tinha esse jeito brabo
de hoje.
Yodefútbol Em 1986 você defendeu o Santos. Como foi essa
passagem por lá?
M: Foi boa, joguei um ano no Santos atuando pelo
Campeonato Paulista. Fui para o Brasil de Pelotas, mas foi lá, no Santos, que
eu já pensava em parar de jogar futebol.
Yodefútbol: Como você vê a volta do futebol de São Borja,
após 12 anos?
M: Eu acho que alguém tinha que fazer algo pelo
futebol de São Borja, mas o que eu critico é que usaram o saudosismo do futebol
daqui como politicagem. Eu achei isso de péssima criatividade. É por isso que
eu não estou mais lá.
Yodefútbol: O que mais deixou saudade do tempo em que você
jogou profissionalmente?
M: O cara nunca deixa de voltar para os campos
porque sente saudade. Futebol é um vício. Igual à cachaça (risos), e sinto
falta também da maneira de como era o convívio com os treinadores. Isso que era
gostoso em trabalhar com o futebol. Deixei muitos amigos que jogaram comigo.
Yodefútbol: Qual a maior diferença da época que você
começou a jogar, em relação ao futebol de hoje?
M: Salarial, queria ganhar o que esses caras estão
ganhando. Hoje tem cara enriquecendo jogando futebol.
Yodefútbol: O que você recomenda para os jovens que hoje
sonham em ser jogador de futebol profissional?
M: Tu falou antes do meu filho ( Mano tem um filho
goleiro que joga no amador), né? Eu até tenho uma bronca com ele: digo que o
futebol é imprevisível. Eu acho que para ser jogador de futebol não pode
abandonar os estudos. Eu sempre falo isso para minha gurizada.
Yodefútbol: Aconteceu algum fato inusitado na sua
carreira?
M: Teve uma vez que o Dunga gritava comigo e no
intervalo no jogo, no Maracanã, eu dei uma dura nele, peguei pesado.
Entrevista realizada por
: Wiliam vinderfeltes e Rogério Savian


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