domingo, 4 de abril de 2010

Um copeiro à menos entre os grandes.

   Avenida sucumbiu. Resitir ao temido e árido  terreno gaúcho da série A, não era uma tarefa fácil para o glorioso time de Santa Cruz do Sul, mas o periquito foi valente lutou  até o final e serviu de exemplo para qualquer time do interior com todas suas dificuldades.Após conquista o acesso para a elite em 2009 o time esmeraldino ficou por dois anos configurando entre os grandes do futebol gaúcho, mas este ano não deu, e quem acordará triste amanha é tio Nasça um senhor negro, de óculos, cabelos e barba brancos,que está no Esporte Clube Avenida. Há 30 anos, como roupeiro.

  O roupeiro sabe que lamber feridas não resolve problemas. Aprendeu a lição na infância de fome, trabalho e desejos. Criou-se sem o pai,em uma casa com sete irmãos e seis primos. Antes de ser o TioNasça, Sedomar carregou lenha,entregou Correio do Povo,foi sapateiro, almoxarife, cantorde rádio e contínuo do Banrisul.“Fiz de tudo nessa vida,só não roubei”, sorri.
  Para os clubes do interior gaúcho, estes que fazem a essencia da garra e da alma do tradicional futebol de força e com pouco dinheiro e com torcedores que de todas as gerações, estes são os verdadeiros clubes do futebol do RIO GRANDE DO SUL, times que levam em sua alma toda a tradição e dificuldades para seguir de pé e fazendo o que mais gostam, jogar futebol e para o glorioso avenida do tio naça só resta explanar a poeira e fazer um bela campanha ano que vem e quem sabe não volte a figurar na elite do futebol dos pampas

Fonte: vida do tio nasça foi retirada do blog unicom jornalismo da unisc

1 comentários:

Laura Ribeiro disse...

Ótimo texto, um bom quadro para os times de futebol do Rio Grande do Sul.